domingo, 22 de março de 2026

LITERATURA

Machado de Assis, numa pitada de humor, escreve crônicas para os jornais da época, lá nos idos de 1861. 

Ao definir o verbo, diz que é uma palavra com que afirmamos outra. E dá exemplos: As ruas do Rio de Janeiro andam imundas porque fiscais não se importam com isso. O luxo é extraordinário porque poucos pagam as suas dívidas. A iluminação a gás não clareia depois de duas horas da noite porque mandam apagar metade dos lampiões. As chuvas alagam a cidade porque as valas estão sempre entupidas.

A crônica de Machado até parece que foi escrita nesta semana. Alguns dos problemas ali denunciados persistem, apesar dos avanços no progresso.

Destaco o alagamento das ruas nas cidades grandes e pequenas.

Quanto à iluminação à gás, era uma forma de iluminação pública naquela época. Não se tem notícia, ou não tenho notícia que tivemos esse tipo de iluminação pública. O que sabemos é que era movido a motor até fins dos anos 60, quando chegou até nós a energia de Paulo Afonso.

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